sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Décima nona noite

Essas foram noites de um tempo contado, prometido e empurrado por ti.... 
Enquanto adorava te esperar cheia de esperanças eu ia escrevendo... Agora não espero mais. E sigo escrevendo... Em outros tons...
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Décima nona noite 

Não sei de ti nem o local nem os planos...
Todos os tons de cinza...
Meu coração está em suspenso...
Não sei a cor, muito menos o tom 
da agonia em que joguei
meu corpo, meus sentidos, minhas emoções...
Me veio a imagem de uma águia,
enorme, com suas asas abertas
Alguns tons de cinza a decoram
e ela decola...
Eu queria ser ela, alçando vôo,
indo ao teu encontro.
Te localizando como um radar
ao seu alvo
eu te acharia...
E ao pisar o solo em que te encontras
eu tomaria
a forma antiga, a que conheces bem,
e tu me reconhecerias...
E os tons mudariam para cores da vida,
cores do reencontro e do amor...
Vermelho da paixão que sinto por ti,
verde da esperança de não nos
separarmos mais e
branco luminoso do amor
que vamos descobrir !
Sopra em mim o teu desejo,
a loucura da tua paixão...
Me transforma em um arco-íris
e te pinta de mim....

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

És tu ?

Não creio que possa haver algum amor fácil de ser sentido. O amor, por si só, é uma emoção complexa, caótica, que nos tira do chão, nos leva às alturas e nos atira no subterrâneo do inferno... Em questão de minutos às vezes... Achar a pessoa que buscamos a vida toda... Complicado!
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És tu? 

Te disse que escrevo.... E às vezes não resisto e envio algum texto... risos...

Espero que aprecies.
“Como é difícil viver quando se quer tanto amar alguém... Como tu...
Quero escrever hoje, amanhã pode ser tarde.
Agora, no início dessa madrugada, a primeira madrugada em que meus 
pensamentos se voltam para ti. 
Tu, que eu não conheço, tu que eu já percebo que quero.
Serás tu aquele a quem eu vou me dedicar a fazer feliz?
Algum dia vais ler essas linhas abraçado comigo ou elas serão deletadas em alguns dias ou semanas, após mais uma desilusão?
Em algum lugar tu tens que existir a me esperar, eu sinto que me procuras, que nos perdemos um do outro, na vinda pra Terra....
Nosso fio vermelho se enredou tanto, nossas mãos se soltaram com a velocidade da viagem e eu não te vi mais.
Agora, quando percebi a tua voz que me faz cócegas ao ouvido, que parece uma seda deslizando pela pele...
Quando imagino teu sorriso, teus beijos, essa curva do queixo...
Parece que lembro de tudo....
Eras tu, sim, o meu amor do passado, desse presente e do nosso futuro?
Estarás tu agora, sonhando comigo enquanto eu fico acordada com medo de ser um sonho e nada mais?”

Tentei te chamar agora, sem sucesso.
Imagino que estás fora... Da terra, do ar, do mar...
Quando puderes, ao menos lê o que escrevi.
Vamos nos oportunizar viver e amar, quem sabe, um ao outro...
Explodindo de tesão e não acho um jeito de puxar o tal fio e chegar a ti!



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Dualidade do Amor

Estou com o desejo à flor da pele. Te quero com uma fúria raivosa e com uma doçura perfumada e cálida... Preciso me sentir dominada, presa, contida e com teu corpo me usando e abusando, rasgando e curando, ferindo e aquietando meu choro de loucura desse amor, saído sei lá de onde...
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Dualidade do Amor 

Sempre acreditei que situações que eu não vivi poderiam ser reais. Para quem as viveu. Mas eu acredito na pessoa que as viveu e assim te digo: entendo que se possa amar e amar e amar, com muitos amores e vários corações. Tenho repartido minhas emoções nos últimos tempos e sei como se pode administrar assim. Apenas não creio que uma pessoa que tenha arroubos de fome concorde em comer pela metade, em viver por etapas, por receber meio tempo, metade da atenção, talvez metade do tesão...
Algo, em algum dos amores, deve sobressair. Principalmente na cabeça, no sentir do pensamento, no completar um o que o outro iria dizer. Essa comunhão é a mais difícil, a mais delicada, o olhar nos olhos e ver o fundo do outro. O não julgar, saber reconhecer e também conseguir amar, os limites do outro. Amar as qualidades, ah, como é fácil!
Posso argumentar em meu favor: do pouco que te li, li o suficiente para ver arestas, dogmas, alguns radicalismos, uma nobreza rara, um sorriso também raro, mas doce, como te adivinho todo...
Te aceito assim e assim te amaria pelo que restasse de tempo para amar.
Em meu desfavor: sou esfomeada, preciso de alimento para a mente, para o intelecto, preciso de desafios mentais, de projetos. Preciso do teu corpo, anseio pelas tuas mãos, teus beijos que quero vorazes, queimaduras em carne viva. Estou pronta para largar tudo e ir com o amor, para onde ele me quiser levar. NADA me prende, nem família. Todos me querem feliz.
Mas como, com uma loucura dessas conviver com a tua dualidade e ainda mais, distante? Não percebes que desejo que me comas todos os dias da vida? Que mastigues cada pedaço arrancado de mim e engulas com a umidade dos nossos corpos e almas?
Que falo contigo teclando como se estivesses ao meu lado e sinto tua mão me entrando suave e maciamente? Que vejo a maldita bolinha verde e morro de paixão e desejo passar pela tela e me ajoelhar para ti? Quero fazer tudo contigo e que me faças igualmente. A dor e o amor caminham nessa trilha de mãos dadas. No sentido físico e das emoções. Repito: te amo e odeio com uma fúria que chega a me assustar. Me leva pra ti, logo !

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Cálice

Mais um final de semana e eu não te vejo e nem te tenho comigo... 
E de novo eu fiz tudo direitinho...risos...
Mas tu gostas de me castigar! Certo?

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Cálice 

Passa o findi como se fosse uma penalidade
a ser cumprida por mau comportamento.
E eu me comporto tão comportadamente!
Apenas não posso sequer passar creme no corpo
que me sinto derreter de desejo que fossem tuas 
as mãos na minha pele...
Dá pra perceber como desejo
que o amanhã te traga de volta pra mim?
Com licença, Chico, mas preciso desses
pedaços que arrancaste de nós:
“Ó Pai, afasta de mim esse cálice/
De vinho tinto de sangue .
Como beber dessa bebida amarga/
Tragar a dor, engolir a labuta ...
Mesmo calada a boca, resta o peito/ 
Silêncio na cidade não se escuta...
... Talvez o mundo não seja pequeno/
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado/
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça/
Minha cabeça perder teu juízo...”

Sonhas comigo, meu amor?

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Amar é..

Amar é... Ou será... Ah, esse amor de dias ensolarados, brisa morna vinda do mar...Esse amor que está sempre perto, dentro, mas também some, foge, desaparece. Como acontece nesses dias...
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Pensar em ti nos momentos mais estranhos...
Virar na cama, madrugada, e te imaginar ao lado.
Dirigir cantando, contando dias, horas pra te ver.
Conhecer de ti um pedacinho por vez.
Me encantar com o manancial de lembranças
que são únicas, são tuas...
Tuas vivências, teus risos, dores... Teus sonhos...
E também com desilusões...
Te olhar e enxergar o jovem, o homem impetuoso,
o conquistador de gentes e poderes...
Ver o fundo da tua alma na superfície dos teus olhos...
É aprender a esperar...
Esperar para saber mais...
Saber mais para errar menos...
Não errar quando te acolher...
Te abraçar e grudar minha vida na tua...
A tua alma embolar na minha...
Viver o Amor todo...
Uma história única, para frente...
Isso é amar... Ou será!



segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Amanhecendo...



Amanhecendo...Todas as manhãs tu me visitas...Todas as manhãs eu te recebo como a um sacramento. Em algumas manhãs tenho certeza que me sentes na tua pele...

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E tu me disseste: “sim e eu te deixo meu corpo com bastantes cicatrizes, ele é teu, só teu!”
E assim eu o fiz: eram 7h da manhã e acordei sentindo teu corpo embolado com o meu, tuas mãos se moviam lentamente pelo meu corpo e eu achei que estava sonhando...
E foste me despertando e me enlouquecendo de fome e eu queria mais e mais, tudo o que tuas mãos, tua boca, teu sexo me podiam dar...
E usei as minhas mãos como se tuas fossem, do jeito que me deixaste para que eu usasse...
E foi delicioso aquele êxtase com o dia raiando, e eu me sentindo nos teus braços, amada e desejada...

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A tua visita esperada

Cada vez que leio essa mensagem para ti eu me derreto, me sinto devastar de tesão e morrer num gozo sem limites... 
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A tua visita esperada 




Teclar contigo pode ser o paraíso... Pode ser um vulcão, pode me botar em brasas, sabias?
Quando me acordaste com o barulhinho do celular eu já imaginei. Ninguém me chama assim. É quase um código só nosso.
Especial.
Quanto tempo eu esperei? Três semanas, acho. Enlouquecida de saudades e meu corpo ficando seco e rígido do inverno antártico e da tua ausência...
Será possível sentir dor da não presença? Dor profunda, no peito, no baixo ventre, pernas, braços e nuca, boca...
Meu peito não sente mais tuas mãos urgentes, furiosas, apertando, comendo, lambendo e acariciando e novamente machucando.
As coxas que me sustentam quando me ordenas ser tua cavaleira sem dó nem piedade, são músculos que depois, sem uso, ficam doloridos.
Os braços que te puxam com insistência e depois, num momento de agonia insana, tentam te empurrar, te fazer parar... Esses braços ficam vazios, finos, frios.
As marcas dos teus dentes na minha nuca... Demoram dias para desaparecerem. Sorte que me mordes onde não fica visível.
A boca perde a umidade, o frescor, esquece do teu gosto misturado com o meu. E o meu ventre, esse deixa de existir. Nada substitui te ter dentro. Sou teu parque de diversões e te deixo usar todos os brinquedos. Todos mesmo. E tu sabes extrair de cada um o seu melhor desempenho.
E então nessa manhã, tu voltaste! Eu nem consigo lembrar da alegria sem ficar novamente excitada como naquele momento. Falamos loucuras. Nunca perdemos tempo precioso com perguntas sociais. Nossas urgências são de uma viagem psicodélica! Queremos nos amar já, queremos nos despir, nos entregarmos, nos visitarmos, nos enfiarmos um dentro do outro!
Mas a vida real nos chama e por mais umas três ou quatro vezes durante o dia nos procuramos como cegos na escuridão sem sucesso. Até que volto em disparada e consigo te encontrar; te chamo na telinha por minutos eternos. Tu estás no meio da tua madrugada. Apareces com o sorriso que eu adoro e totalmente pronto para mim. Pronto para nós.
Que hora mágica! do outro lado do mundo e dentro de mim. Fazes tudo o que tens desejo e eu te alimento e provoco e seduzo de todas as formas que as antigas mulheres já usavam. E tu, como os homens de antes, te entregas ao me teres, te abandonas ao me possuíres, pareces um menino ao mostrar teu prazer contido durante mais de meio dia, como se fosse um troféu!
E eu te deito ao meu lado enquanto tu me abraças com uma tristeza incomum da coisa acabada. Do amor concluído com gosto de quero mais...
Tento dormir cansada como se fica após tantas horas fazendo amor. E quando acordo na manhã seguinte, tu não estás lá. A tela escura não te mostra. Estás na tua vida de correrias e eu correndo na minha vida. Os dois amantes atados por um fio vermelho que desafia o bom senso e a realidade, nos fazendo viver uma lenda. Até que finalmente nos encontremos.