segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Cálice

Mais um final de semana e eu não te vejo e nem te tenho comigo... 
E de novo eu fiz tudo direitinho...risos...
Mas tu gostas de me castigar! Certo?

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Cálice 

Passa o findi como se fosse uma penalidade
a ser cumprida por mau comportamento.
E eu me comporto tão comportadamente!
Apenas não posso sequer passar creme no corpo
que me sinto derreter de desejo que fossem tuas 
as mãos na minha pele...
Dá pra perceber como desejo
que o amanhã te traga de volta pra mim?
Com licença, Chico, mas preciso desses
pedaços que arrancaste de nós:
“Ó Pai, afasta de mim esse cálice/
De vinho tinto de sangue .
Como beber dessa bebida amarga/
Tragar a dor, engolir a labuta ...
Mesmo calada a boca, resta o peito/ 
Silêncio na cidade não se escuta...
... Talvez o mundo não seja pequeno/
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado/
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça/
Minha cabeça perder teu juízo...”

Sonhas comigo, meu amor?

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