segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Força estranha

Esse tormento que eu estudo atentamente em mim mesma, busco seus motivos, suas causas para entender seus efeitos... Essa coisa maluca, desnorteada que eu sinto por ti, maior do que minha adoração pelas forças que nos aniquilam nessa Terra.
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Eu sempre ansiei pelas forças da natureza.
Adoro, respiro profundamente e me sinto renascer com um fogo,
por mais assustador que seja;
com os raios e trovões quando eles varrem os céus de ponta a ponta.
As chuvas torrenciais me deixam pasma,
As cachoeiras com volumes fantásticos
Um rugido absurdo...
As ventanias me enlouquecem...
Quero arrancar os panos e sair... 
Deixar o vento me lavar a alma.
Já pulei em mar aberto e embora apavorada com a distância
entre o navio e eu,
lutei para voltar a bordo e quase morri com o prazer...
Pode acreditar!
Mas nada se compara com a vertigem do amor!
Esse amor que surge como uma leve brincadeira, uma brisa
Depois vai se imiscuindo em cada recanto,
como faz um fio de água,
ou o início do incêndio.
De repente é uma cachoeira de prazer
Um fogaréu dantesco
Um tesão descabido, fora de propósito
Uma necessidade primitiva do beijo
Do abraço e do olhar.
Ah, e a saudade? A dor desesperada
Da ausência, aquela que não se pode dominar
Não sabemos controlar
Pior ainda quando essa falta
É daquilo que ainda não se teve.
Mesmo estando unidos na alma
e no coração, o corpo quer tudo.
Quer mais, quer entrar no outro, vestir sua pele
Quer sair de si pra abrigar o amado
Dentro de si
O fogo, a água, o vento...
Nada é mais forte do que essa insanidade
Chamada AMOR!

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